sexta-feira, junho 13, 2008

A Negatividade Além do Mundo.

E foi a favor de todo minuto desperdiçado que tentei por na prensa uma luz; luzes não são comprimidas. Não assim.

Inegavelmente um universo contém o seu inverso.
Não há macro, não há micro. O que há é o que se fala, além disso é especulação.
E no fim, nada resta senão o fim. Recomeços não existem, nada começa de novo: simplesmente começa um novo.
Não há pedidos nem desejos. Não há o haver.

A compressão periódica do tempo físico volta a atacar.

quarta-feira, maio 28, 2008

Math

(Mexendo nos meus CDs antigos, eis que eu acho um .txt de Abr/2007:)

Relação recíproca de igualdade(, fraternidade e liberdade?)

(sqrt)9 = 3

Transformação da igualdade real em igualdade(, fraternidade e liberdade!) aparente

3 = 3

Preconcepção da idéia ocular visando um resultado único e subjetivamente igual(, fraterno e liberto)

3


2 + 1 = 3 ? Não!
3 = 1 + 2 ? NÃO!

2 + 1 = 2 + 1 !
3 = 3 !

- Me nego a não me contrariar.
- Mas isso fere a Lei Y do seu mapa astral que diz que você é uma pessoa orgulhosa e se nega a se contrariar. Você pode ser preso (por que? por quem? por quem/x/y/z?).
- Me nego a minha negação imposta pelos planetas no dia em que saí do genital da minha mamãe!
- Seu futuro é triste, devo ter pena?
- Seu mundo é triste, devo chamar-lhe coitado?
- Seu mundo inexiste.
- Seu mundo existe?
- Mundo?
- Seu!

Seu eus sue esu ues use, use, use.
Use e abuse e volte no nosso humilde comércio e consuma.
Comsuna somcuna soncuma consuma, suma, suma.
Suma, emagreça em (h)um mês regido por Vênus ou Saturno. Sinta-se melhor.
Melhor, mElhor, M(Olhe)r.
Olhe e veja, olhe e compare: 1 + 2 = 3


Eureka!

quarta-feira, maio 21, 2008

Vosso âmago

Seja o primeiro a criar e terá a verdade. Contudo a criação é desnecessária, seja o primeiro a sacar e terá a vida do seu oponente.

A reciprocidade é doentia e pode destruir continentes. Não, a falta dela o faz. Ou ambos, ou nenhum. Ou não.

A veracidade dos fatos é medida de acordo com o peso do argumento. L'esprit d'escalier court après l'homme.

Inocente é quem não sabe ou sabe e não sabe usar.
Inocente é quem usa e não percebe.
Inocência não existe senão fora dela mesma.

A doce inocência é pensar e acreditar em utopias.
Esqueça que é humano e prossiga na evolução real.

sábado, maio 17, 2008

Epístola aos Afogados

Saudações, Seres Impuros!

Afasto-me de vossa ausência de luz por motivos óbvios, mas não acheis que vos temo ou que sinta asco por vós. Pelo contrário, há ainda um certo orgulho de poder chegar aqui e falar-vos que não participo de vossa horda.
Há muita honra em perder-se sabendo o caminho de volta, claro que há. Tento mandar luz refletida num papel branco, mas toda tentativa é falha. Até onde sois capazes de suportar vosso próprio lamaçal?

Mando-vos esta humilde mensagem sem propósito por um motivo: não o há senão a ele mesmo! Confiai, crianças, talvez seja melhor que engolir desse esterco fresco o qual nivela em vosso queixo. Gostaria de dar uma mão, se vosso egoismo não fosse me puxar para vossa podridão. Por este motivo prefiro usar de todas as palavras de nosso idioma e berrá-las para fazerdes ouvir a sussurrá-las em vosso ouvido entupido e estúpido.

Porém, do maior nivel de profundidade de minha sinceridade, grito: continuei, continuei! Pode ser que meu ponto de vista não seja mais do que um véu fétido.

segunda-feira, maio 12, 2008

Legado dos Vinte

Nome plagiado do Santuário das Almas


Há 20 anos, numa maca de hospital, eu prendi meu pequeno pé na costela da minha mãe. O médico disse a ela: "Ou você ou o bebê"; não sei se escolheram-me, mas estamos os dois vivos.
Há cerca de 18 anos eu tinha um pai.
Há 17 anos eu sei ler e escrever.
Há 15 anos eu estava entrando no prézinho.
Há 7 anos eu comecei a saber o que é amizade de fato.
Há 5 anos eu deixei de acreditar em muita coisa.
Há 3 anos tento entrar numa universidade.

Há 20 anos atrás eu nasci.
Há menos de 20 anos eu tenho consciência que vivo.
Há 5 anos atrás comecei a me perguntar se isso vale a pena.

Acho que uma data dita "importante" nunca pareceu tão ridícula a mim.

terça-feira, abril 29, 2008

Absolutamente Relativo

Quando não há mais o que dizer, pra quê se calar? Sempre há novos planos e dimensões nos assuntos repetidos a serem explorados, e, indiferente de quem, qual ou o quê, sempre tem palavras novas pra substituir e figurar melhor seu panorama.

Diz-se infinito o que não tem fim, mas o que não tem fim? Mesmo o infinito acaba, uma hora ou outra alcança-se o limiar entre a luz intensa e o nada, mas não imagine esse nada como trevas, pois até as trevas é algo e a luz intensa sempre consegue ser mais cegante que a escuridão total.

Isso demonstra quão ilimitados somos dentro de nossa limitação, ainda que o limite seja irreconhecível (enquanto não o é, ultrapassamos ou definhamos na escassez de vida). Internamente temos um universo inteiro; um organograma de todas nossas possibilidades mora nesse universo, com superiores e subordinados mas não somos uma empresa, somos um universo. O que expomos mundo a fora é um reflexo do tal organograma, indiscutivelmente. Uma infinidade de possibilidades acontece a todo momento dentro da sua rede neural e infinitos materiais e sensações o cerca, mas essa infinidade não é absolutamente infinita.

Infinidade absoluta é utópica como qualquer coisa absoluta. Enquanto houver outros cérebros a funcionar, qualquer coisa absoluta é automaticamente falsa. Estamos sempre relativamente errados como esse texto. (ou não.)

Afinal, pra quê serve a expressão? se dela só temos a prova concreta que não somos iguais. Convivemos em infinita diferença, mesmo que ela não exista.
Para todos os propósitos é melhor que continue assim, sem resposta. A resposta não caberia em nenhum idioma humano.

domingo, abril 13, 2008

Volição

Eu seria capaz de criar, mas falta capacidade
Eu seria capaz se eu fosse capaz de criar
Eu poderia ter conhecimento e criatividade, aí criaria
Eu poderia ter capacidade também, mas tudo me falta.

Para capacidade falta disciplina, e disciplina me falta
Falta contato com criações, opiniões e vontade? Não!
Falta disciplina, ah! malditinha, sinto imensamente sua falta
Não sei se já a tive para sentir falta, mas me falta a falta.

Para disciplina falta capacidade e a recíproca se manifesta
e responde em berros e gritos e movimentos bruscos que
poderiam ser mais bruscos se tivesse capacidade de fazê-los ser.

Para criar e saber e conhecer e, finalmente, fazer,
eu poderia ter capacidade, disciplina e criatividade.
Não as tenho, não as tive, mas sinto falta de sentir saudade.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Sentimental

Acostume suas mãos ao escuro, apague as luzes e relaxe.

Mantenha-se fixo em um ponto fixo.
Sinta a mudança e permaneça fixo.
Perceba detalhes e as nãocores.
Sinta o chiado em sua visão.
Note que isso é um espelho.
Sinta um reflexo no espelho.
Perceba do nítido e do obscuro.
Sinta da perfeição ao pior entulho.
Mantenha-se mutante e seja seguro.

Acostume seus olhos ao clarão, acenda as luzes e relaxe.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Escassez

Querida, querida disciplina
Na sua cidade falta gasolina
Falta energia e falta parafina
O que sobra em ti, menina?

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Texto

Se eu fosse escrever um texto ele seria grande, com linguagem metamórfica e multiplos sentidos, milhares deles. Seria um texto daqueles que você lê e se interessa, chega no final e se pergunta coisas absurdas.

O cenário seria limpo e básico, escassez de cores e luz (assim sequer um personagem imaginário teria vergonha de atuar) e a platéia seria você: ser bestial e criador, o cara que pesa palavras e vê a ótica desfazer-se em silêncio (agora explique a ligação entre a treva e gritaria). A visão seria atrapalhada por névoa ou chiado que fosse. A sensação seria de pêlos arrepiados e dentes batendo. O som seria audível e o audio seria visível. Seria um Mundo inteiro em algumas sinapses e algumas tosses.

Assim, quando eu escrever algo, eu vou ter a tabela pronta com palavras, figuras de linguagem e cenas apropriadas. E então terei um padrão meu. Mas de que adianta? se o leitor vai transformar em algo dele, com imagens e lembranças e traumas dele? e minhas figuras morrerão, para sempre, dentro de mim e do meu texto que eu escrevi para ele ver o que eu vejo? Textos são anônimos e a anonimidade contrai, atrai e se espalha.

Quando eu escrever um texto ele vai virar um álbum.
Metáfora boba, ninguém vê com textos.
Ninguém vê com textos.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Intensidade flutuante

Quando me disseram que o supérfluo é importante notei que o inverso do alheio é mais importante ainda. Só não aprendi a medir.

sábado, novembro 24, 2007

Diálogo

- Acho que enxergo longe demais, por isso acho que é tudo tão intuitivo. Vou além do padrão humano e viajo ao cosmos em busca de respostas efetivas e rápidas. Com essa visão tão distante é fácil entender que todo mundo tem razão supondo que cada um lida com sua própria redoma, e mesmo que não haja, há. Queria saber como é fora da redoma primeira, deve ser um caminho sem volta para a lucidez. É por isso, além de outros motivos, que eu sou tão compreensivo com todas as pessoas.

- LIAR! LIAR!

- dhor an´pe?

- ´W.

Superintendência

Oval, flexível.
Rasga: Hmmmm!

Oval, comestível, ocopaco.
Abre: olha, a surpresinha!

Cilindrico com as bordas arredondadas, rígido, ocopaco.
Abre: Ploc! Eu não queria esse. Mãe, compra outro?


- É legal como somos parecidos com Kinder Ovo.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Manual Prático

Argumentativa no.1 - consiste em demonstrar seu lado
Argumentativa no.2 - consiste em fingir que enxerga o lado alheio
Argumentativa no.3 - consiste em impor seu lado
Argumentativa no.4 - consiste em consistir a consistência do seu lado
Argumentativa no.5 - consiste na prova cabal de que a consistência de seu argumento consistente é tão macio quanto x
Argumentativa no.6 - consiste na contradição total
Argumentativa no.7 - Deus descansou nesse argumento.

Suponhamos que tudo isso fosse verdade, então teríamos NJEKSQTNARMANNELNAWQWENLQNJEWQEWQDFSDSNDFNOKRNA

sábado, outubro 06, 2007

Entre o fio ideal

Sabe quando você tá na corda-bamba, com aquele bambu equilibrador passando de um lado pra o outro? Nem eu.

Mas tô metaforicamente andando sobre um fio ideal: sem massa, sem atrito, sem nada que pudesse provar que ele existe de fato.

De um lado eu posso perceber que esse fio não existe, nunca existiu e nem tem como existir e vou acabar caindo ao me dar conta disso, ou continuar insistindo na existência do fio e na esperança que ainda resta.

E, sabendo que posso cair de várias formas diferentes e inesperadas (crendo ou não no fio) ou alcançar o desejado other side. O que eu faço, doutor?

terça-feira, outubro 02, 2007